Estive pensando: todo mundo é um pouco chef e um pouco degustador. Entregamos e recebemos sabores junto com o que dizemos e ouvimos.
Ah, como é adocicado o gosto daquilo que a gente quer ouvir! É poesia. É amor. Uma notícia boa. Algo que eu queria ouvir há anos. Um clichê romântico.
Em contrapartida, me corroi a acidez das palavras rasgadas de quem não se importa com o que vão pensar. São comentários cheios de segundas, terceiras e quartas intenções. É a ironia. É o sarcasmo. É o peso de um "não" debochado. Diferente do "não" amargo: o "não" que gera um sofrer sem fim. A negação do meu sentimento. Repelente. Evitando toques, mãos e carinho. Negando o meu "sim".
Eu gosto do gosto de todas.
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